Wawrinka supera Murray e vai à final em Paris

 Eliminado pelo britânico Andy Murray na semifinal de Roland Garros no ano passado, o suíço Stan Wawrinka tratou de dar o troco no número 1 do mundo. Nesta sexta-feira eles voltaram a se encarar em uma semi em Paris e o resultado foi o oposto de 2016, com o tenista de Lausanne levando a melhor de virada, após cinco sets e mais de 4h, com placar final de 6/7, 6/3, 5/7, 7/6 (7-3) e 6/1. 

Na decisão do domingo, às 10h (horário de Brasília), Wawrinka vai desafiar o vencedor da segunda semifinal, que terá de um lado o espanhol Rafael Nadal e do outro o austríaco Dominic Thiem. Ele tem apenas três vitórias em 18 encontros com o canhoto de Mallorca (5 a 1 no saibro) e também soma os mesmos três triunfos contra Thiem, só que em quatro jogos (1 a 1 no saibro). 

Com seus 32 anos e 75 dias, o suíço será o finalista mais velho do torneio desde 1973, quando o croata Niki Pilic ficou com o vice-campeonato então com 33 anos e 280 dias. Wawrinka vai pra sua quarta decisão de Slam, sendo que venceu as três anteriores que disputou. Em sua campanha deste ano o suíço não havia perdido um set sequer até a semi, quando deixou duas parciais para Murray.

Jogo esteve longe do nível técnico imaginado em boa parte do tempo. Talvez atrapalhados pelo vento forte e inconstante, os dois flutuaram demais ao longo dos sets com alguns grandes lances, mas erros em excesso e muitas quebras de saque. O primeiro set foi exemplo clássico: Wawrinka teve boas chances, com saque no 5/4 e depois um set-point no 6-5 do tiebreak também com serviço a favor. Perdeu a parcial com 23 erros, muito mais do que os 17 que havia cometido em todo o jogo anterior diante de Marin Cilic.

O suíço pelo menos não saiu de jogo e se manteve mentalmente firme no segundo set. Aproveitou-se melhor das bolas curtas do escocês e aproveitou dois dos três break-points obtidos. O terceiro set, no entanto, foi uma gangorra incrível. Stan chegou a ter 3/0, Murray reagiu mas aí viveram uma sequência de quebras até o empate por 4/4. O britânico pareceu sempre apostar que teria sucesso se pacientemente esperasse a afobação do adversário e foi assim que chegou à quebra essencial no 11º game, fechando em seguida com firmeza.

O quarto set foi o de melhor nível e também de tensão. Wawrinka flertou com 15-30 por três games de serviço consecutivos, porém manteve a frieza e arrancou grandes lances sob pressão. O escocês, ao contrário, cedeu apenas quatro pontos com seu serviço até o oitavo game, parecendo bem mais à vontade em quadra. Outro tiebreak foi inevitável e desta vez Stan dominou o tempo todo, muito mais agressivo que o adversário. Já se iam quatro horas.

Só então Wawrinka mostrou o tênis que o conduziu até as semifinais, com golpes poderosos e precisos no fundo de quadra que não davam chance à capacidade defensiva de Murray. Abriu rapidamente 4/0 e administrou a larga vantagem até o fim. Esta foi a 8ª vitória de Stan sobre o britânico em 18 duelos e sua quarta em cima de um número 1 do ranking. Em todas as anteriores, ganhou um Slam.

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