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26/03/2017

Vettel supera Hamilton e vence primeira corrida do ano na Fórmula 1

A temporada 2017 da Fórmula 1 mostrou que tem tudo para ser a mais disputada dos últimos anos. Na madrugada deste domingo, os pilotos aceleraram para a disputa do GP da Austrália, o primeiro do ano. Depois de largar atrás de Lewis Hamilton, da Mercedes, o alemão Sebastian Vettel, a bordo de sua Ferrari, aproveitou as oportunidades e superou o britânico, terminando a corrida na primeira colocação e vencendo o primeiro Grand Prix do ano.
A Ferrari, que teve grande apresentação nos testes de pré-temporada, mostrou, definitivamente, que pode desbancar a Mercedes no Mundial de Construtores. Completou o pódio, na terceira colocação, o finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes. O também finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, assegurou a quarta colocação.
A escuderia italiana não vencia uma corrida de Fórmula 1 desde 2015, com o próprio Sebastian Vettel, em Cingapura. Com a vitória, o alemão somou 25 pontos e subiu para a liderança do Mundial de Pilotos, vencido pela Mercedes desde 2014.
O alemão Sebastian Vettel largou na segunda colocação, ao lado de Lewis Hamilton, que foi o pole position. O piloto da Mercedes conseguiu se manter na liderança após a largada, enquanto Vettel segurou as investidas de Valtteri Bottas, substituto do campeão Nico Rosberg na Mercedes, que vinha na terceira colocação. Se as primeiras posições não se inverteram na primeira curva, mais atrás, o brasileiro Felipe Massa, que largou em sétimo, conseguiu aproveitar e pular para a sexta colocação – posição que segurou até o fim da corrida.P)
Mais lento que Vettel, Hamilton teve que parar para trocar os pneus na 17ª volta – a previsão antes da corrida era que o piloto parasse na 22ª volta -, e passou a se complicar. Com Hamilton fora da pista, o piloto da Ferrari assumiu a liderança e aproveitou para imprimir grande velocidade e disparar na frente.
O piloto britânico retornou na 5ª colocação e rapidamente subiu para a vice-liderança, mas não conseguiu andar mais rápido que Vettel, que chegou a abrir 8 segundos de vantagem. Com tranquilidade, o piloto alemão da Ferrari não teve dificuldades para confirmar a primeira posição e receber a bandeirada, garantindo a primeira vitória na temporada 2017 da Fórmula 1.
Único piloto australiano na temporada 2017 da F1, Daniel Ricciardo sofreu com problemas elétricos em sua Red Bull e abandonou a corrida ainda na 30ª volta, frustrando os torcedores locais que desde o início dos treinos, na quinta-feira, demonstraram grande apoio ao compatriota.
Companheiro de Felipe Massa na Williams, o jovem Lance Stroll não foi feliz em sua primeira corrida oficial na categoria. A 12 voltas do final do GP da Austrália, o piloto acabou saindo da pista por conta de problemas nos freios. Outro piloto que abandonou a corrida perto do fim foi o bicampeão Fernando Alonso. O espanhol, que segue com muitos problemas em sua McLaren, não conseguiu completar o primeiro GP do ano e se retirou da pista.

13/11/2016

Hamilton vence GP Brasil e adia título de Rosberg

Não foi no caótico GP Brasil em que Nico Rosberg conquistou o que seria o seu inédito título do Mundial de Fórmula 1. Sob muita chuva, que atingiu São Paulo desde o amanhecer deste domingo, Lewis Hamilton cruzou a linha de chegada do Autódromo de Interlagos em primeiro lugar e adiou a entrega do troféu para o companheiro de Mercedes, segundo colocado da prova. O jovem holandês Max Verstappen, da Red Bull, foi o destaque da corrida ao conseguir várias ultrapassagens e terminou em terceiro.

Pole position em Interlagos, o piloto britânico aproveitou-se da presença do safety car em cinco momentos da disputa para manter a ponta com tranquilidade, já que não podia ser atacado por quem vinha de trás. Sem o empecilho do spray de água por ter largado em primeiro, Hamilton disparou na frente para obter sua primeira vitória no histórico traçado paulistano, onde foi campeão em 2008. De quebra, atingiu o 52º triunfo em sua carreira, ultrapassou o francês Alain Prost, tornando-se o segundo maior vencedor da categoria, só atrás de Michael Schumacher, que foi ao lugar mais alto do pódio 91 vezes.

Quem não se deu nada bem com a pista molhada foi Felipe Massa. O brasileiro da Williams bateu na entrada dos boxes e abandonou a corrida na 48ª volta, em sua última participação no GP Brasil como piloto da F1, já que se aposentará da categoria ao final da temporada. Por outro lado, Felipe Nasr aproveitou a confusão para levar sua Sauber ao nono lugar após sair em 21º, somando seus dois primeiros pontos no campeonato.

Com o resultado, Hamilton chegou aos 355 pontos, abreviando de 19 para 12 a vantagem do líder Rosberg. Sendo assim, a decisão do título acontecerá somente na última etapa do Mundial, em Abu Dhabi, marcada para o dia 27 deste mês. Apesar de ver Lewis vencer os últimos três GPs, o alemão segue em situação relativamente confortável na tabela de classificação, garantindo a taça com um segundo lugar nos Emirados Árabes Unidos.

Dilúvio, safety car e caos: bom para Hamilton

Em função da insistente chuva que encharcou o traçado paulistano, a largada foi puxada pelo safety car para diminuir a quantidade de água na pista. Ainda com a visibilidade prejudicada - motivo de reclamação de todos os pilotos no início da corrida -, os carros foram liberados para acelerar após sete voltas.

Pole position, Lewis Hamilton não foi ameaçado por Rosberg e disparou na ponta, enquanto Max Verstappen aproveitou para ultrapassar Kimi Raikkonen e assumir o terceiro lugar. O drama da Ferrari continuou com Sebastian Vettel, que rodou e foi para os boxes, voltando em 17º. Penúltimo do grid, Felipe Nasr foi quem mais alçou posições, atingindo o nono lugar após 11 giros. No entanto, seu xará e compatriota Felipe Massa caiu da 12ª para a 18ª colocação.

Com 14 voltas completadas, a pista teve o volume de água diminuído, o que fez com que vários pilotos trocassem os pneus de chuva (de faixa azul) pelos intermediários (laranjas), como foram os casos dos carros da Red Bull. No entanto, a estratégia demoraria um pouco para se mostrar eficiente, já que o safety car foi chamado de volta à pista devido à quebra da Sauber de Marcus Ericsson, que bateu na entrada dos boxes e abandonou a prova.

Hamilton seguia sem ter a liderança ameaçada. Para Rosberg, a agonia aumentava já que precisava ultrapassar o companheiro de Mercedes para garantir o título em solo brasileiro. Quando o carro de segurança voltou para os boxes após mais cinco giros, o caos se instaurou na corrida, que foi paralisada após Raikkonen bater na reta principal e provocar a bandeira vermelha - a Ferrari do finlandês por pouco não atingiu os carros que vinham de trás.

Dessa forma, a prova foi suspensa e os monopostos foram obrigados a voltar para suas respectivas garagens. Naquele momento, Hamilton, Rosberg e Verstappen apareciam entre os três primeiros. Já os anfitriões Felipe Nasr e Massa ocupavam a sétima e 16ª posições, respectivamente, após 21 das 71 voltas da prova.

Nova bandeira vermelha e protestos da torcida

Para a relargada, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) exigiu que todos voltassem com os pneus de chuva com o intuito de evitar novos acidentes. Após 34 minutos de paralisação para a limpeza da pista, os carros partiram para o reinício da prova novamente atrás do safety car.

Mesmo impedido de tentar ultrapassagens, o britânico Jolyon Palmer, da Renault, tocou a traseira da Toro Rosso do russo Daniil Kvyat e abandonou. Depois de mais oito voltas nessas condições, a bandeira vermelha voltou a ser acionada, gerando protestos dos torcedores, que fizeram sinal de negativo para a decisão dos diretores da prova.

Às 16h02 (de Brasília), mais de duas horas depois de seu início, a corrida foi recomeçada com o carro de segurança puxando a fila pela quarta vez no dia. Depois de duas voltas em fila, o agressivo Verstappen atacou e passou Rosberg na Curva do Sol, assumindo a vice-liderança. Os dois voltariam a se enfrentar logo depois, quando o jovem holandês derrapou na reta principal, permitindo a aproximação do alemão, que apesar do deslize do piloto da Red Bull não conseguiu a ultrapassagem.

Massa se despede com acidente e lágrimas

No pelotão de trás, Massa foi para os boxes para colocar compostos intermediários e cumprir sua punição de cinco segundos por ter desrespeitado a linha do safety car no início da prova, voltando no 16º posto. O brasileiro conseguiu três ultrapassagens, mas na 48ª volta sua Williams derrapou e bateu na entrada dos boxes, deixando a corrida, sua última em solo nacional pela F1.

Ao sair do carro, Felipe foi ovacionado pela torcida e retribuiu o carinho com gestos e carregando a bandeira nacional em sua saída da pista, na qual chorava copiosamente. Entrando nos boxes, foi aplaudido por integrantes de todas as equipes, especialmente os mecânicos e engenheiros da Ferrari, escuderia pela qual foi vice-campeão em 2008.

Estratégia funciona e Mercedes faz dobradinha

O acidente do brasileiro, contudo, forçou a quinta aparição do safety car, que somaria mais sete voltas no circuito. No reinício, Verstappen voltou em 14º, foi agressivo para conseguir novas ultrapassagens, mas não conseguiu se reaproximar das Mercedes, terminando em quarto e escancarando a estratégia falha da Red Bull, que optou por um número maior de paradas.

Na contramão de tal tática, a equipe alemã, já campeã do Mundial de Construtores, não recebeu Lewis e Nico nos boxes e a dupla completou a corrida com pneus de chuva, conquistando nova dobradinha para a Mercedes na temporada.

Confira abaixo a classificação completa do Grande Prêmio do Brasil:

1: Lewis Hamilton (GBR/Mercedes) 
2: Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 
3: Max Verstappen (HOL/Red Bull) 
4: Sergio Pérez (MEX/Force India) 
5: Carlos Sainz (ESP/Toro Rosso) 
6: Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) 
7: Nico Hulkenberg (ALE/Force India) 
8: Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull) 
9: Felipe Nasr (BRA/Sauber) 
10: Esteban Ocon (FRA/Manor) 
11: Fernando Alonso (ESP/McLaren) 
12: Valtteri Bottas (FIN/Williams) 
13: Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) 
14: Kevin Magnussen (DIN/Renault) 
15: Pascal Wehrlein (ALE/Manor) 
16: Jenson Button (GBR/McLaren)

Não completaram:

Romain Grosjean (FRA/ Haas) 
Marcus Ericsson (SUE/ Sauber) 
Kimi Raikkonen (FIN/ Ferrari) 
Jolyon Palmer (ING/ Renaut) 
Felipe Massa (BRA/ Williams) 
Esteban Gutiérrez (MEX/ Haas)

 Gazeta Esportiva

28/08/2016

Em corrida agitada, Rosberg ganha GP da Bélgica

El alemán Nico Rosberg, de la escudería Mercedes, celebra en el podio del Gran Premio de Bélgica el domingo 28 de agosto de 2016, flanqueado por el australiano Daniel Ricciardo (izquierda), quien llegó segundo, y por el británico Lewis Hamilton, quien fue tercero

O alemão Nico Rosberg, largando na pole-position, conquistou o Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1, neste domingo em Spa-Francorchamps, cruzando a linha de chegada à frente do australiano Daniel Ricciardo (Red Bull) e do companheiro de Mercedes, o inglês Lewis Hamilton, que saiu da 21ª posição.
Rosberg, que não viu sua liderança ameaçada durante as 44 voltas do GP belga, se recoloca assim na briga pelo título mundial, se aproximando a nove pontos do líder Hamilton, que soube aproveitar a bandeira vermelha, oriunda do espetacular acidente de Kevin Magnussen (Renault) na 9ª volta, para entrar na zona de pontuação da prova e diminuir em muito o prejuízo.
“Não foi uma das vitória mais complicada da minha carreira, porque Hamilton não estava lá”, brincou Rosberg após sua 20ª vitória na F1, a sexta em 2016. Elegantemente, o alemão elogiou o companheiro de Mercedes e arquirrival pelo título mundial, que fez corrida de recuperação após largar do penúltimo lugar devido à punição por trocar diversas peças do carro.
O acidente de Magnussen obrigou a corrida a ser interrompida por cerca de 15 minutos para dar aos comissários o tempo de consertar o murro de proteção. A prova foi reiniciada na 11ª volta, após uma 10ª volta sem direito a ultrapassagem e com o carro de segurança na pista.
Magnussen, que estava na 8ª colocação após excelente largada, rodou sozinho na entrada da famosa curva Eau Rouge, em alta velocidade. O dinamarquês saiu mancando do carro e precisou ser levado a um hospital com dores no tornozelo esquerdo.
“Ele está bem, o médico está convencido que Kevin poderá correr em Monza” no próximo domingo, informou o diretor da Renault, Fred Vasseur.
– Hamilton se recupera –
Após a parada para conserto da pista, Hamilton já havia ganhado 16 posições e aparecia na quinta colocação, logo atrás do espanhol Fernando Alonso (McLaren), que largou ao lado do britânico na última fila, também devido à punição por trocar peças do carro.
Hamilton acabou ultrapassando com facilidade Alonso e Nico Hulkenberg (Force India) para terminar no pódio, algo inesperado antes da corrida.
Para os brasileiros, a corrida não foi das melhores.
Felipe Massa, da Williams, fez ótima largada, ganhou cinco posições para aparecer na 5ª colocação após a primeira volta, mas não aguentou a pressão dos adversários e terminou em 10º, enquanto Felipe Nasr e sua fraca Sauber foram os últimos a cruzar a linha de chegada, na 17ª posição.
Outra decepção foi o holandês Max Verstappen. O jovem piloto de 18 anos da Red Bull não aproveitou o fato de largar da segunda colocação ao tocar na Ferrari de Kimi Raikkonen na primeira curva.
Apesar do enorme apoio da torcida holandesa que compareceu ao circuito na vizinha Bélgica, Verstappen terminou na 11ª colocação, fora da zona de pontuação.
-Classificação do GP da Bélgica de Fórmula 1:
1. Nico Rosberg (ALE/Mercedes)
Completou os 308,052 km em 1h44:51.058
(velocidade média: 176,280 km/h)
2. Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull-TAG Heuer) a 14.113
3. Lewis Hamilton (GBR/Mercedes) 27.634
4. Nico Hülkenberg (ALE/Force India-Mercedes) 35.907
5. Sergio Pérez (MEX/Force India-Mercedes) 40.660
6. Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) 45.394
7. Fernando Alonso (ESP/McLaren-Honda) 59.445
8. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Mercedes) 1:00.151
9. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) 1:01.109
10. Felipe Massa (BRA/Williams-Mercedes) 1:05.873
11. Max Verstappen (HOL/Red Bull-TAG Heuer) 1:11.138
12. Esteban Gutiérrez (MEX/Haas-Ferrari) 1:13.877
13. Romain Grosjean (FRA/Haas-Ferrari) 1:16.474
14. Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso-Ferrari) 1:27.097
15. Jolyon Palmer (GBR/Renault) 1:33.165
16. Estéban Ocon (FRA/Manor-Mercedes) a 1 volta
17. Felipe Nasr (BRA/Sauber-Ferrari) a 1 volta
Os demais pilotos não terminaram a prova
– Classificações do Mundial de Fórmula 1:
Mundial de Pilotos:
1. Lewis Hamilton (GBR) 381 pontos
2. Nico Rosberg (ALE) 322
3. Sebastian Vettel (ALE) 278
4. Kimi Raikkonen (FIN) 150
5. Valtteri Bottas (FIN) 136
6. Felipe Massa (BRA) 121
7. Daniil Kvyat (RUS) 95
8. Daniel Ricciardo (AUS) 92
9. Sergio Pérez (MEX) 78
10. Nico Hülkenberg (ALE) 58
11. Romain Grosjean (FRA) 51
12. Max Verstappen (HOL) 49
13. Felipe Nasr (BRA) 27
14. Pastor Maldonado (VEN) 27
15. Carlos Sainz Jr (ESP) 18
16. Jenson Button (GBR) 16
17. Fernando Alonso (ESP) 11
18. Marcus Ericsson (SUE) 9
19. Roberto Merhi (ESP) 0
20. Alexander Rossi (EUA) 0
21. Will Stevens (GBR) 0
22. Kevin Magnussen (DIN) 0
Mundial de Construtores:
1. Mercedes-AMG 703 pontos
2. Ferrari 428
3. Williams 257
4. Red Bull 187
5. Force India 136
6. Lotus 78
7. Toro Rosso 67
8. Sauber 36
9. McLaren-Honda 27
10. Marussia 0
dlo/yk/am

24/07/2016

Fórmula 1: Hamilton vence na Hungria e arrebata liderança de Rosberg

El piloto británico Lewis Hamilton (Mercedes) celebra su victoria en el Gran Premio de Hungría, el domingo 24 de julio de 2016.

Lewis Hamilton (Mercedes) vence, neste domingo, o Grande Prêmio da Hungria e é o novo líder do Mundial de Fórmula 1, esse foi o seu quinto triunfo nesta temporada e também o seu quinto no circuito húngaro. O seu companheiro de equipa Nico Rosberg, anterior líder do campeonato, teve de contentar-se com o segundo lugar, ficando agora a seis pontos de Hamilton no classificação do mundial. O lugar mais baixo do pódio foi ocupado por Daniel Ricciardo (Red Bull).

Numa corrida sem grande história, o britânico da Mercedes saiu do segundo lugar da grelha, mas assumiu a liderança na primeira curva. 

Hamilton não mais largou a primeira posição, numa corrida tranquila para os dois Mercedes. Kimi Raikkonen (Ferrari) acabou por ser o grande animador da prova, assumindo uma escolha de pneus diferente da maioria dos pilotos, bem como um timing diferente nas idas às boxes. Depois de uma má sessão de qualificação, esta estratégia fez com que o finlandês levasse o seu Ferrari da 14.ª posição, até ao sexto lugar. 

Em Hungaroring, perto de Budapeste, a luta pelo título estava ao rubro. No centro da Europa, o Grande Prémio da Hungria prometia ser intenso, com os dois primeiros do campeonato separados por apenas um ponto.

Nico Rosberg saiu da pole position, mas perdeu a liderança logo na primeira curva. Descontando a mudança de líder, foi um início de corrida calmo, sem grande emoção, assim com a restante prova.

Depois de uma sessão de qualificação caótica, a meteorologia deu tréguas aos pilotos e a corrida começou com bom tempo e pista seca. Os pilotos da frente optaram pelos pneus super-macios para iniciar a corrida, enquanto, mais atrás, Kimi Raikkonen foi um dos que optou por montar pneus macios, uma opção que se revelou muito importante.

Jenson Button e Max Verstappen tiveram um início de corrida complicado. Depois de, na volta oito, problemas mecânicos o terem levado às boxes, o inglês teve de voltar à via das boxes, para cumprir um drive through, por comunicações via rádio não autorizadas. O inglês mostrou o seu desagrado: “Que corrida dos diabos”. Também o jovem holandês Verstappen não estava satisfeito com as dificuldades que tinha em controlar o seu Red Bull. “Estou a conduzir como uma avó”, desabafou o filho de Jos Verstappen, antigo piloto de Fórmula 1.

Na frente da corrida, Hamilton fez sucessivas voltas mais rápidas, enquanto Raikkonen começou a sua escalada. À décima volta, “Kimi” já tinha ganho três posições. E não ficaria por aí. "Raikkonen para Presidente", lia-se numa tarja, nas bancadas. Passe o exagero, o reconhecimento mostrar-se-ia justo.

Com as primeiras idas às boxes, Sebastian Vettel ganhou uma posição a Verstappen. Continuaram as dificuldades para o holandês, que, quando voltou à pista, ficou “bloqueado” atrás do Ferrari de Raikkonen, que ainda não tinha ido às boxes. Com esta luta, Vettel agradeceu ao companheiro, que fez de “tampão” a Verstappen, e afastou-se. Raikkonen ficou muito tempo em pista com o primeiro jogo de pneus, mas parou, finalmente, na volta 30, para montar os pneus super-macios. Foi demasiado cedo para permitir ao finlandês fazer apenas uma paragem. Raikkonen saiu do pit lane em sétimo, atrás de Alonso, mas por pouco tempo. Na volta seguinte, o finlandês, com pneus frescos, ultrapassou o espanhol com alguma facilidade.

A partir da volta 20, Hamilton era o mais lento do trio da frente. Mais lento do que Rosberg, que, por sua vez, estava mais lento do que Ricciardo. Com esta diferença de ritmo, e ao contrário do que seria expectável, a segunda paragem dos Mercedes poderia não ser para o líder da corrida, mas sim para Rosberg. A Mercedes receou que Ricciardo estivesse demasiado forte e pudesse ameaçar o segundo lugar do alemão. A equipa chegou a pedir a Hamilton que aumentasse o ritmo, ou Rosberg teria a preferência na paragem. Hamilton defendeu-se: “Estou a conduzir no melhor das minhas possibilidades.” O The Guardian chegou a especular a hipótese de Hamilton estar a conduzir propositadamente devagar, de forma a "tramar" Rosberg, o seu rival no campeonato, tornando-o mais vulnerável a Ricciardo.

19/04/2015

Lewis Hamilton vence Grande Prêmio de Bahrain de F1

O piloto britânico Lewis Hamilton (Mercedes), campeão do mundo, venceu hoje o Grande Prémio do Bahrain, quarta prova do Mundial de Fórmula 1, e consolidou a liderança do campeonato.

Hamilton gastou 1:35.05,809 horas para cumprir as 57 voltas ao circuito de Sakhir, somando a terceira vitória em quatro grandes prémios, menos 3,3 segundos do que o finlandês Kimi Raikonnen (Ferrari) e seis do que o alemão Nico Rosberg (Mercedes).

No Mundial, Hamilton passou a somar 93 pontos, mais 27 do que Rosberg e 28 do que o alemão Sebastian Vettel (Ferrari), que hoje foi quinto.