São Caetano derrota Bragantino e é campeão da Série A2 do Paulista

Dezessete anos depois, o São Caetano é campeão da Série A2 do Campeonato Paulista. Jogando no estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, o time do ABC venceu o Bragantino por 2 a 1, com gols de Paulinho Santos e Régis – Rafael Grampola descontou para o adversário.
O título, além da premiação de R$ 280 mil, recoloca o clube da Grande São Paulo na Copa do Brasil da próxima temporada, competição que não participa há quatro anos.
JÁ TEM CALENDÁRIO
Do outro lado, o Bragantino volta a se preparar para disputar a Série C do Campeonato Brasileiro. O elenco vinha de um acesso suado contra o Água Santa fora de casa, em que precisou das cobranças de pênalti para decretar o vencedor em Diadema. Na final, o Braga não pode reclamar de apoio, já que mais de mil torcedores viajaram até São Caetano do Sul para apoiar o time. Ao total foram 32 ônibus de caravana, saindo de Bragança Paulista.
O São Caetano, por sua vez, tem “apenas” a Copa Paulista no segundo semestre. A competição estadual é outra oportunidade do clube de voltar à Série D do Campeonato Brasileiro. Na semifinal, o jogo que valeu o acesso à Série A1 de 2018, os comandados de Luís Carlos Martins não tomaram conhecimento do Rio Claro e golearam por 3 a 0 diante da sua torcida – fora de casa já tinha arrancado o empate por 2 a 2.

São Caetano festejou muito a conquista do Paulista A2 e o acesso ao Paulistão. Foto: Alexandre Battibugli - FPF
São Caetano festejou muito a conquista do Paulista A2 e o acesso ao Paulistão. Foto: Alexandre Battibugli - FPF
PRA CIMA!
O Bragantino começou o jogo apostando na posse de bola para tomar o controle da partida. Alberto Félix orientou troca de passes envolvendo o adversário entorno da grande área. Já o São Caetano tentava articular as jogadas de velocidade nas costas da marcação, mas demorou para levar perigo a Renan Rocha. O caminho encontrado pelo time da casa, então, foi pelas bolas alçadas na grande área, aguardando apenas um vacilo do adversário.
Na marca dos vinte minutos de bola rolando uma forte chuva castigou o gramado em São Caetano do Sul. Debaixo do famoso “pé d’água”, a primeira grande oportunidade do jogo saiu do lado bragantino. Vitor cobrou um escanteio pela esquerda e o goleiro Paes saiu debaixo das traves para afastar, mas Edson Citta conseguiu tirar o arqueiro com um leve toque de cabeça. No segundo pau, ela sobrou para Rafael Grampola, que mesmo com o caminho livre testou para fora.
Em resposta, no lance seguinte, aos 39 minutos do primeiro tempo, o lateral Alex Reinaldo cobrou uma falta praticamente no meio campo. Ele mandou a bola açucarada em direção a grande área e o goleiro Renan Rocha tentou espalmar, mas jogou ela para o meio. Na sobra, Paulinho Santos pegou de primeira em um chute forte, abrindo o placar no Anacleto Campanella. O gol também afastou a chuva e animou os torcedores na arquibancada.
ESQUENTOU
Mas o empate do Bragantino só foi acontecer no segundo tempo, com três minutos de bola rolando. Em uma falta no bico direito da grande área, o time levantou no segundo pau e no bate e rebate ela sobrou para Edson Sitta, que chegou de trás para tentar a finalização, mas foi bloqueado. A bola subiu e encontrou Rafael Grampola livre. O camisa nove ajeitou o corpo e emendou uma bicicleta dentro da pequena área, sem nenhuma chance para Paes.

O São Caetano sentiu o empate nos primeiros minutos e tentou esfriar o jogo. Um drone chegou a sobrevoar o campo e o árbitro paralisou a partida por alguns minutos, aguardando uma providência da Polícia Militar (PM).
EXPULSÃO NO AZULÃO
Foi quando aos 21 minutos, Esley soltou a bola com Bruno Recife na esquerda e o lateral tentou o cruzamento. Lincon disputou pelo alto, Carlão dividiu com Gilberto e ela sobrou para Régis. O camisa sete bateu de primeira, com força, e recolocou o time da casa na frente. A comemoração foi no estilo “aqui não”.
O técnico Alberto Félix tentou reanimar o Bragantino e tirou o volante Adenilson para colocar o atacante Wellington, sonhando com um empate heroico fora de casa. A mudança veio a calhar quando o árbitro expulsou o volante Esley, do São Caetano, aos 34 minutos.
Num contra-ataque, o jogador tocou com a mão na bola e o trio de arbitragem não perdoou. Ele já tinha recebido o primeiro cartão amarelo por uma falta em Rafael Chorão e foi embora mais cedo.

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