Porto empata com Belenenses e chega ao quarto jogo seguido sem vitória

Um FC Porto parco em ideias somou hoje o quarto jogo consecutivo sem vencer, e o terceiro em ‘branco', ao ceder um nulo (0-0) na visita ao Belenenses, na 11.ª jornada da Primeira Liga.

Os ‘azuis e brancos', que sentiram a insatisfação dos adeptos no final do jogo, voltaram a demonstrar pouco futebol para um candidato ao título e levam apenas uma vitória nos últimos seis jogos oficiais (diante do Club Brugge), acabando por falhar a previsão do seu treinador, Nuno Espírito Santo, que na véspera tinha dado como certo o regresso às vitórias e aos golos, em Belém.

Desta forma, os ‘dragões', que já deixaram ‘fugir' o Sporting no segundo posto, podem ficar a sete pontos do líder Benfica, que no domingo recebe o Moreirense, e inclusivamente até podem terminar a ronda no quinto lugar, caso Vitória de Guimarães e Sporting de Braga vençam as respetivas partidas.

Apesar do nulo (0-0) em Copenhaga, o técnico dos ‘azuis e brancos' apresentou o mesmo ‘onze' que iniciou o encontro da Liga dos Campeões, mantendo Otávio e Óliver no meio-campo, enquanto André Silva contou com o apoio de Diogo Jota e Corona na frente de ataque.

Já o conjunto de Belém, que tinha disputado o último encontro oficial há três semanas, frente ao Feirense, não pôde contar com o capitão Gonçalo Brandão nem com o castigado Palhinha, que foram substituídos por Gonçalo Silva e Rosell, respetivamente.

O Belenenses começou por ameaçar no arranque da partida, num remate de Gerso que saiu ao lado, o mesmo sucedendo na resposta do FC Porto, que também atirou fora do alvo, por intermédio de Otávio.

Depois do primeiro aviso do extremo guineense, os lisboetas quase inauguraram o marcador, pouco depois dos 10 minutos, quando André Sousa arriscou de fora da área e viu a bola embater no poste.

Ainda assim, a grande ocasião do primeiro tempo pertenceu aos ‘dragões', à passagem dos 20 minutos: Corona deixou Óliver na ‘cara' de Joel Pereira, mas o espanhol, em posição privilegiada, preferiu assistir André Silva e permitiu que Domingos Duarte se antecipasse e cortasse o lance de golo iminente.

À medida que o tempo ia passando e com a chuva a não dar tréguas, o terreno de jogo foi ficando cada vez mais pesado, sendo que, até ao intervalo, houve apenas mais um lance digno de registo, na sequência de uma falha de Casillas, que acabou por não ter consequências de maior para a baliza portista, porque Fábio Sturgeon falhou o alvo por completo.

No regresso do descanso, foi novamente o Belenenses a dar o primeiro aviso, por Abel Camará, mas, com o passar dos minutos, o conjunto do Restelo foi caindo de produção e permitiu que o FC Porto jogasse mais no meio-campo ofensivo e mais próximo da baliza à guarda de Joel Pereira.

De resto, aos 55 minutos, os portistas quase fizeram o primeiro, não fosse o corte providencial de Florent em cima da linha de baliza, depois de Felipe ter saltado mais alto do que toda a concorrência, na sequência de um canto.

Com poucas ideias para ‘romper' a organização dos lisboetas, Nuno Espírito Santo lançou Depoitre para fazer dupla com André Silva, mas, ainda assim, os ‘azuis e brancos' continuaram a ter dificuldades para chegar ao golo.

Por seu lado, a equipa de Belém ia conseguindo os seus intentos, razão pela qual Quim Machado apenas fez a primeira substituição aos 78 minutos, pouco antes de Abel Camará obrigar Casillas a defesa apertada para segurar o nulo.

Nos instantes finais, o FC Porto já jogava mais com o coração do que com a cabeça, só que poderia mesmo ter desbloqueado o nulo, mas André Silva não conseguiu bater a oposição de Joel Pereira.

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