
Lewis Hamilton (Mercedes) vence, neste domingo, o Grande Prêmio da Hungria e é o novo líder do Mundial de Fórmula 1, esse foi o seu quinto triunfo nesta temporada e também o seu quinto no circuito húngaro. O seu companheiro de equipa Nico Rosberg, anterior líder do campeonato, teve de contentar-se com o segundo lugar, ficando agora a seis pontos de Hamilton no classificação do mundial. O lugar mais baixo do pódio foi ocupado por Daniel Ricciardo (Red Bull).
Numa corrida sem grande história, o britânico da Mercedes saiu do segundo lugar da grelha, mas assumiu a liderança na primeira curva.
Hamilton não mais largou a primeira posição, numa corrida tranquila para os dois Mercedes. Kimi Raikkonen (Ferrari) acabou por ser o grande animador da prova, assumindo uma escolha de pneus diferente da maioria dos pilotos, bem como um timing diferente nas idas às boxes. Depois de uma má sessão de qualificação, esta estratégia fez com que o finlandês levasse o seu Ferrari da 14.ª posição, até ao sexto lugar.
Em Hungaroring, perto de Budapeste, a luta pelo título estava ao rubro. No centro da Europa, o Grande Prémio da Hungria prometia ser intenso, com os dois primeiros do campeonato separados por apenas um ponto.
Nico Rosberg saiu da pole position, mas perdeu a liderança logo na primeira curva. Descontando a mudança de líder, foi um início de corrida calmo, sem grande emoção, assim com a restante prova.
Depois de uma sessão de qualificação caótica, a meteorologia deu tréguas aos pilotos e a corrida começou com bom tempo e pista seca. Os pilotos da frente optaram pelos pneus super-macios para iniciar a corrida, enquanto, mais atrás, Kimi Raikkonen foi um dos que optou por montar pneus macios, uma opção que se revelou muito importante.
Jenson Button e Max Verstappen tiveram um início de corrida complicado. Depois de, na volta oito, problemas mecânicos o terem levado às boxes, o inglês teve de voltar à via das boxes, para cumprir um drive through, por comunicações via rádio não autorizadas. O inglês mostrou o seu desagrado: “Que corrida dos diabos”. Também o jovem holandês Verstappen não estava satisfeito com as dificuldades que tinha em controlar o seu Red Bull. “Estou a conduzir como uma avó”, desabafou o filho de Jos Verstappen, antigo piloto de Fórmula 1.
Na frente da corrida, Hamilton fez sucessivas voltas mais rápidas, enquanto Raikkonen começou a sua escalada. À décima volta, “Kimi” já tinha ganho três posições. E não ficaria por aí. "Raikkonen para Presidente", lia-se numa tarja, nas bancadas. Passe o exagero, o reconhecimento mostrar-se-ia justo.
Com as primeiras idas às boxes, Sebastian Vettel ganhou uma posição a Verstappen. Continuaram as dificuldades para o holandês, que, quando voltou à pista, ficou “bloqueado” atrás do Ferrari de Raikkonen, que ainda não tinha ido às boxes. Com esta luta, Vettel agradeceu ao companheiro, que fez de “tampão” a Verstappen, e afastou-se. Raikkonen ficou muito tempo em pista com o primeiro jogo de pneus, mas parou, finalmente, na volta 30, para montar os pneus super-macios. Foi demasiado cedo para permitir ao finlandês fazer apenas uma paragem. Raikkonen saiu do pit lane em sétimo, atrás de Alonso, mas por pouco tempo. Na volta seguinte, o finlandês, com pneus frescos, ultrapassou o espanhol com alguma facilidade.
A partir da volta 20, Hamilton era o mais lento do trio da frente. Mais lento do que Rosberg, que, por sua vez, estava mais lento do que Ricciardo. Com esta diferença de ritmo, e ao contrário do que seria expectável, a segunda paragem dos Mercedes poderia não ser para o líder da corrida, mas sim para Rosberg. A Mercedes receou que Ricciardo estivesse demasiado forte e pudesse ameaçar o segundo lugar do alemão. A equipa chegou a pedir a Hamilton que aumentasse o ritmo, ou Rosberg teria a preferência na paragem. Hamilton defendeu-se: “Estou a conduzir no melhor das minhas possibilidades.” O The Guardian chegou a especular a hipótese de Hamilton estar a conduzir propositadamente devagar, de forma a "tramar" Rosberg, o seu rival no campeonato, tornando-o mais vulnerável a Ricciardo.
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