15/06/2017

Grêmio vence Fluminense fora de casa e segue na cola do líder

O Fluminense virou a vítima preferida do Grêmio. Nesta quinta, pela terceira vez em 30 dias, foi batido pelo time gaúcho, desta vez por 2 a 0, no Maracanã. Segue, assim, a perseguição ao Corinthians pela liderança do Brasileirão — 19 pontos a 18, neste momento. É a melhor arrancada desde 2003, quando foi instituída a fórmula de pontos corridos no Brasileirão.
No primeiro tempo, o gol foi o que de melhor fez o Grêmio ofensivamente. Renato surpreendeu ao posicionar Maicon adiantado, diferentemente do jogo anterior, frente ao Bahia, em que Arthur cumpriu esse papel. Isso determinou que o time perdesse rapidez na criação de jogadas. Corpulento, Maicon, por vezes, tinha dificuldade, por jogar de costas para os marcadores, em escapar do marcador. Seu aproveitamento em passes também não foi o habitual.
A primeira tentativa foi a quatro minutos. Maicon abriu a Pedro Rocha que, de imediato, fez passe a Luan, que bateu sem dificuldades para a defesa de Júlio César. O gol surgiu apenas três minutos mais tarde. Em cobrança de falta sofrida por Luan, Edilson acertou um chute muito forte, que encobriu a barreira e venceu o goleiro.

O Fluminense, que já havia perdido os dois primeiros confrontos para o Grêmio nos últimos 30 dias, acelerou o ritmo para evitar uma nova derrota. Teve uma oportunidade a nove minutos, quando Scarpa, dentro da área, girou e arrematou, mas a bola foi desviada por Michel. O empate veio um minuto depois, por Richarlison, após cobrança de lateral em Léo arremessou a bola dentro da área, mas o atacante estava impedido. Avisado pelo auxiliar Cristhian Passos Sorence, o árbitro Elmo Cunha acertou ao anular.
Os avanços do Grêmio eram feitos de forma cadenciada. Primeiro, porque, já em vantagem ele não precisaria fazer correria e administrar o jogo era o mais recomendável. Segundo, porque, instintivamente, os jogadores já poupavam energia para um calendário cada vez mais apertado. Luan, ao perceber que o time não tinha armação, recuava e o time perdia a referência. E Pedro Rocha voltava a desperdiçar lances. Restava a movimentação sempre intensa de Ramiro. Por outro lado, a solidez da marcação na frente da área, com Michel e Arthur, também inibia qualquer tipo de reação do adversário.    

Faltava, diferentemente de outros jogos, a  contundência. Foi, dos últimos jogos, aquele em que o Grêmio menos concluiu a gol. O Fluminense tentou por Wendel, a 15 minutos, e Grohe defendeu. E aos 47, em perigosa conclusão de Henrique Dourado, após giro sobre Edilson na intermediária.

Foi muito forte a pressão do Fluminense no início do segundo tempo. Ousado, Abel trocou o lateal Léo pelo atacante Lucas Fernandes e encontrou as brechas que faltaram a seu time na primeira etapa. Maicon, a essa altura, já atuava mais fixo na frente da área, deixando para Michel e Arthur a tarefa de se somarem aos atacantes.

Pouco a pouco, o Grêmio reencontrou seu espaço em campo. E assustou o Fluminense em chute forte de Edilson, a 14 minutos. Aos 14, Luan livrou-se de três marcadores e serviu a Arthur, que chutou nos pés de Júlio César. Na sequência, Renato trocou Maicon por Everton, em busca de agressividade. Ao mesmo tempo, a equipe passava a se valer da maturidade que Renato reivindica. Sempre que possível, retardava o jogo com troca de passes e reduzia o ímpeto adversário. Se não assustava, também não se deixava assustar. Para fechar a noite, fez o segundo gol também em cobrança de falta. Se, no primeiro, Edilson usou de força, no segundo, Luan abusou da técnica. Seu chute, colocado por cima da barreira, achou o ângulo direito do goleiro: 2 a 0.  

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