Um jogo sem qualidade técnica em que o Paysandu acabou levando a melhor sobre o Parauapebas, e garantindo a vaga na final do segundo turno do Paraense, somente nas cobranças de pênaltis. O resultado de 0 a 0 no tempo normal acabou justo pelo futebol apresentado pelas duas equipes e fez jus ao público pequeno, com pouco mais de dois mil torcedores, que estiveram nesta quarta-feira, dia 22, no Estádio Olímpico do Pará.
Paysandu teve muita dificuldade para superar o Parauapebas e garantir vaga na final (Foto: Ascom Paysandu)
Nas penalidades, parecia que o Papão repetiria o feito da semana, quando foi eliminado para o maior rival também na marca da cal. Augusto Recife perdeu a primeira cobrança, mas depois todos conseguiram converter. Paysandu e Remo jogam a final do segundo turno no próximo domingo, dia 26 de abril, no Mangueirão.
Jogo fraco tecnicamente nos dois tempos
Semelhante ao que aconteceu na última partida entre as duas equipes, o Paysandu partiu para cima do Parauapebas no começo do jogo, com mais volume e com o time atuando do meio-campo para frente, principalmente com Augusto Recife fazendo a ligação. Enquanto isso, o time do interior esperava o erro adversário e tentava roubar as bolas para puxar o contra-ataque.
A proposta do Parauapebas dava certo. Fechado atrás e deixando o jogo travado no meio, o time de Léo Goiano forçava os bicolores ao erro, deixando-os sem opção de toque quando tinham a posse de bola. Depois dos 30 minutos, o Pebas também era mais agressivo e o Paysandu permanecia com muita dificuldade de criatividade.
Para os últimos 45 minutos, Dado fez uma aposta audaciosa ao tirar Marlon, experiente, e colocar um garoto da base, Caio. Já com a bola rolando, o Paysandu parecia mais aceso, voluntarioso, porém, ainda distante das melhores atuações que o credenciaram ao título da competição. O adversário mantinha a regularidade da etapa inicial.
Depois da metade do segundo tempo, já com a torcida do Paysandu inquieta, o treinador bicolor tirou Aylon e colocou Souza em mais uma tentativa de movimentar o ataque. Pouco surtiu efeito. A situação ficou ainda mais delicada depois que o Papão perdeu Bruno Veiga expulso. Na decisão dos pênaltis, os bicolores foram mais eficientes e ficaram com a vaga na final.
Carlinhos converteu o último pênalti em favor dos bicolores (Foto: Ascom Paysandu)
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