O Sporting garantiu hoje um lugar na final da Taça de Portugal em futebol, ao vencer por 1-0 o Nacional, mas fê-lo sem brilho, sem se superiorizar claramente ao adversário e com uma fraca exibição.
Depois do empate a dois na Choupana, ao Sporting bastou um golo do defesa central Ewerton, aos 85 minutos, para confirmar o apuramento para a final de 31 de maio.
A primeira parte dos ‘leões’ foi um ‘bocejo’, face à incapacidade que a equipa teve para tornear uma linha média do Nacional a jogar com um bloco médio-alto, agressivo sobre o portador da bola e criar dificuldades aos médios transportadores de jogo do Sporting, Adrien e João Mário.
Esta situação condicionou muito o caudal de jogo do Spotring pelo corredor central, pelo que este se fez quase sempre pelas alas, através de Nani e Carrillo, mas a verdade é que, com exceção de alguns cruzamentos ‘venenosos’ do peruano, a equipa também não conseguiu obter profundidade pelas faixas laterais.
Para isso muito contribuiu um Nani desinspirado, a exagerar no tempo de posse da bola, a perder o ‘timing’ de passe, e o dispositivo defensivo de Manuel Machado, que conhece muito bem quais os pontos fortes do Sporting, e que teve o mérito de bloquear os corredores laterais.
Importante foi também a ação dos irmãos Aurélio, João e Luís, a fecharam a ala direita e de Marçal e Marco Matias a fecharam na esquerda, ao mesmo tempo que Rui Correia ganhava quase todos os duelos diretos com Slimani, muito dependente de jogo das alas.
A equipa de Marco Silva limitou-se a criar alguns lances de perigo, quase sempre a nascerem nos pés de Carrillo, mas a verdade é que nunca encontrou soluções para romper a organização defensiva do Nacional, sem dinâmica e sem capacidade de acelerar o jogo para desequilibrar a defesa insular.
Valha a verdade que o Nacional também nunca se mostrou capaz de estender o jogo até à área leonina e ameaçar o golo, mas o tempo corria a seu favor tendo em conta a estratégia de Manuel Machado, que passava por segurar o 0-0 o mais tempo possível e arriscar na segunda parte, como fez com as entradas de Saleh Gomaa e de Lucas João.
Após o intervalo o Sporting conseguiu imprimir mais velocidade e acutilância ao seu jogo, mas insuficiente para desmontar a estrutura defensiva do Nacional, com Manuel Machado a lançar aos 57 minutos o avançado Lucas João numa clara aposta na marcação de um golo que colocasse a sua equipa em vantagem na eliminatória.
Ao mesmo tempo, Marco Silva respondeu com a entrada de Mané para agitar mais o jogo, em substituição do desinspirado João Mário, acusar falta de confiança depois dos golos que falhou em Paços de Ferreira, mas o extremo leonino não entrou bem no jogo e a solução não resultou.
Valendo o nulo a passagem à final, Marco Silva resolveu sacrificar Carrillo para a entrada de um médio de contenção, André Martins, aos 73 minutos, o que lhe valeu um coro de assobios de Alvalade, mas a instabilidade permaneceu face à possibilidade de um golo fortuito do Nacional que nunca esteve perto de acontecer.
O que aconteceu foi o golo do Sporting, a cinco minutos do fim, num lance de bola parada, com o central Ewerton a desviar de cabeça o cruzamento de Jefferson, quando já ninguém esperava.
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