O que se viu no Orlando Scarpelli neste sábado foram duas equipes em estágios diferentes na temporada. Mais pronto, o Figueirense dominou boa parte da partida contra um Criciúma em reformulação e sem duas de suas principais peças, venceu por 1 a 0, engatou a quarta vitória seguida no Catarinense e agora é líder do Campeonato Catarinense - ao menos até este domingo, quando a Chapecoense entra em campo. Entretanto, as duas equipes ficaram devendo em inspiração nesta noite. Tanto que o gol da vitória alvinegra foi contra, marcado pelo zagueiro Fábio Ferreira, ainda no primeiro tempo.
Em um duelo de muitos erros e excesso de faltas, o ritmo morno ditado pelo Figueirense deu o tom na noite em Florianópolis. Mais entrosado, o time alvinegro até teve maior posse de bola, mas pouco criou. Também sem poder de fogo, o Tigre sentiu muito as ausências de Lucca e de Cleber Santana e amargou a sua terceira derrota no Catarinense. No jogo em que as atenções também estavam voltadas para França, que se envolveu em uma confusão com a Polícia Militar, o volante teve o apoio da torcida nas arquibancadas.
Com o resultado, o Figueirense deu passo gigante para se garantir no hexagonal do Catarinense. Com 15 pontos, o time assume, pelo menos até este domingo, a liderança da tabela - em caso de vitória, o time do Oeste retorna ao topo. O Criciúma segue com sete pontos, na quarta colocação, mas poderá ser ultrapassado pelo Marcílio Dias e Atlético de Ibirama que também entram em campo no domingo.
Na próxima rodada o Figueirense tem mais um rival duro pela frente. Em Joinville, na Arena, a equipe alvinegra encara o JEC, na quarta-feira, às 22h. O Tigre vai até Lages enfrentar o Inter, no estádio Vidal Ramos, horas antes, às 19h30.
O Criciúma sofreu com um desfalque de última hora. Com dor abdominal, Lucca não pôde atuar e o meia Vitor Michels assumiu a posição. Com isso, o Tigre passou a contar com um nome a mais no meio de campo, dificultando as ações principalmente pelo centro do Figueirense. Porém, aos 17 minutos, outra baixa: Cleber Santana sentiu dores musculares e deu lugar para Gustavo. Assim, o Criciúma atuou no 4-4-2, com Roger Guedes e Vitor Michels com a responsabilidade de criação – eram oito jogadores formados na base tricolor no gramado.
Com três atacantes e as variações de lado de Mazola e Clayton, o Figueirense dominou as ações ofensivas a partir da alteração do adversário e teve a bola em seus pés na maior parte da primeira etapa. Pelo lado, o gol surgiu logo aos 19 minutos. Depois de chute cruzado de Leandro Silva, Fábio Ferreira tocou contra o próprio gol. Minutos mais tarde, Carlos Henrique acertou a trave de Bruno. O Tigre seguia com dificuldades de furar a marcação alvinegra. A mudança obrigatória do técnico Luizinho Vieira não deu certo e a equipe chegou somente ao gol de Alex em bolas alçadas na área que não surtiam efeito.
Figueirense e Criciúma fizeram jogo morno no Scarpelli, em que os donos da casa levaram a melhor com um gol contra (Foto: Thiago Pedro / Estadão Contéudo)Mais ligado na segunda etapa, o Criciúma dificultou as ações de ataque do Figueirense, que, por sua vez, buscava os contra-ataques. Sempre perigoso pelo alto, o time alvinegro teve um gol anulado após bola parada. Em seguida, o Tigre teve grande chance de empatar, quando Gustavo ficou na frente de Alex, que fez a defesa com o pé.
Sem conseguir criar chances mais claras, Luizinho colocou Maurinho, em busca de uma maior mobilidade ofensiva. Pelo lado do Figueira, Argel sacou o jovem Carlos Henrique, que teve atuação apagada, para a estreia de Rafael Bastos e também colocou o atacante Dudu no lugar de Mazola.
Com este cenário, o Tigre se lançou ao ataque e, depois de erro de Leandro Silva, Maurinho quase completou para as redes, aos 26 minutos. Em contrapartida, Dudu utilizou os espaços pelo lado esquerdo para fazer cruzamento e Rafael Bastos perder grande chance de liquidar o jogo, aos 31. Como última oportunidade, Eduardo arrematou de longa distância e o goleiro Alex encaixou em bela defesa. A vitória em uma partida de poucas emoções ficou mesmo com o Figueirense.
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