23/11/2014

Coritiba vence, respira, e Palmeiras fica à beira do rebaixamento

O Coritiba respira, o Palmeiras, não. Em confronto direto na luta contra o rebaixamento, melhor para a equipe paranaense. Com dois gols na segunda etapa - um de Zé Love, outro de Joel -, o time do Couto Pereira venceu o adversário por 2 a 0 neste domingo, em jogo válido pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Um pouco mais aliviado, o Coritiba tem 41 pontos e está na 15ª colocação. Não está livre da degola ainda, mas depende só de si: o clube enfrenta o Atlético-MG fora de casa e o Bahia no Couto na rodada derradeira.

O Palmeiras de Dorival Júnior, que parecia mais tranquilo há cerca de um mês, quando chegou a ser 12º, vê o fantasma do rebaixamento na porta: é o 16º, com 39 pontos, um acima do Vitória, que abre a zona para a Série B. Na tabela, confrontos contra Internacional, no Beira-Rio, e Atlético-PR, no Allianz Parque.

No jogo, o Palmeiras pôde contar com o meia Valdivia desde o começo da partida. mas o chileno, ainda sem estar em condições físicas perfeitas, não teve uma noite feliz.

O Coritiba chegou com mais perigo principalmente em chutes de fora da área, a partir de finalizações de Alex e Robinho. Wesley até chegou a responder, com chute bem defendido por Vanderlei.

Mas o principal lance da primeira etapa ocorreu aos 25 minutos, quando Zé Love desviou para o gol cruzamento de Alex. A arbitragem, no entanto, anulou a jogada, alegando falta de Leandro Almeida em Lúcio.

No segundo tempo, Valdivia não voltou para o campo - foi substituído por Diogo. E, em uma espécie, de resposta, o Coritiba se lançou ao ataque nos primeiros quinze minutos. E abriu o placar.

Aos nove minutos, a zaga rebateu bola cruzada. Livre, Zé Love não teve dúvidas: encheu o pé e superou o goleiro Fernando Prass.

O Palmeiras morreu ali.

O time paulista tentava saídas nos contra-ataques, mas não conseguia uma conclusão eficiente. Errava o passe ou via as tentativas serem facilmente defendidas por Vanderlei.

O Coritiba cresceu.

Apesar de uma ou outra bobeada, a equipe paranaense conseguia chegar com mais organização ao ataque. Cada chegada era uma faísca a mais de esperança para torcida. E um nervoso enorme para os palmeirenses. Com razão de ser.

Aos 23 minutos, Cristaldo, perto da pequena área e sem marcação, se afobou. Em vez de tentar dominar e chutar, ele preferiu o cabeceio, direto para fora. O Palmeiras perdeu a chance do empate ali.

Dois minutos depois, o castigo.

Alex recebeu em condição legal e, de frente para o goleiro Fernando Prass, rolou com total tranquilidade para o lado: Joel chutou e fechou o placar.

O Coritiba respira. O Palmeiras, não.

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