13/10/2013

Figueirense vence, afunda o São Caetano e encosta no G4

Numa noite escura e silenciosa no Anacleto Campanella, jogando para 400 torcedores o Figueirense conquistou uma vitória importante, por 2 a 0, contra o São Caetano. Apesar de não ter apresentado um futebol de encher os olhos, apagado como os refletores do estádio, o Alvinegro batalhou e trouxe os três pontos na raça.
Com o resultado, o Figueirense pulou para décimo na tabela, e com a combinação da rodada está cinco pontos atrás do G-4. Se o sonho do acesso parecia distante, agora ele começa a ficar mais próximo.
Vitória da defesa
O Figueirense começou bem o jogo, com a posse de bola e querendo se impor contra um adversário que, segundo a classificação, é mais fraco. Apesar de pouco criativo, o Alvinegro não tomava muitos sustos, a não ser quando Jael pegava na bola.
O gol, que veio da única jogada criativa do time em 45 minutos de jogo, contou com uma lambança da fraca zaga do Azulão. Um bate cabeças entre zagueiro e goleiro fizeram um toquinho com a ponta da chuteira de Pablo virar uma conclusão. Placar de 1 a 0 que abria as portas para o Figueira vencer.
Só que o time recuou, tomou pressão e sofreu com a força de Jael entre os zagueiros e a velocidade de Anderson Pimenta pela direita, sempre nas costas de Saci. Com grandes defesas de Volpi, desarmes de Thiego e até um chute abafado na última hora por William, o placar não mudou no resto da etapa inicial.
Se o ataque mostrou falta de inspiração e o meio campo passou dificuldades para se acertar, fica de positivo a solidez defensiva, que teve o bom retorno de Thiego e Nirley, destaques no primeiro tempo. Ajudou, também, a saída de Jael — o melhor em campo —, machucado após uma dividida com Volpi. Giancarlo, ex-Criciúma, assumiu seu lugar e não manteve a pressão que o companheiro fez sempre que teve a bola nos pés.
Valeu o sufoco
A pressão do São Caetano no primeiro tempo, que deu impressões de que o time da casa poderia virar o jogo, desapareceu na segunda etapa. Muito pela postura do Figueirense, que voltou mais ligado, mantendo a bola nos pés e adiantando a marcação.
Mas a posse não estava se convertendo em chances de gol, e Vinícius Eutrópio resolveu mudar: tirou Éverton Santos, que fez uma partida ruim, e botou Arthur. A entrada do atacante não foi tão marcante, mas sua presença em campo liberou Pablo, que começou a aparecer pelos lados do campo. Em um dos seus deslocamentos a marcação foi junto, o espaço apareceu e Maylson, numa bela finalização, matou o placar.
A postura da segunda etapa, apesar de não ser a ideal, foi suficiente para o Figueirense assegurar a boa vitória fora de casa. Com a tabela colaborando — Paraná empatou e Avaí perdeu —, o Alvinegro está agora com 42 pontos, cinco atrás do G-4. O Figueira fez o seu serviço fora de casa e foi recompensado com uma boa rodada.
As coisas parecem voltar a se alinhar, e o time deve ter — com o retorno de alguns titulares como Ricardinho, Tchô e Rafael Costa — a chance de, quem sabe, já figurar na zona de acesso na próxima rodada. O adversário é o Paysandu no Orlando Scarpelli.
FICHA TÉCNICA
SÃO CAETANO
Rafael Santos; Samuel Xavier, Gabriel, Luiz Eduardo, Fernandinho; Leandro Carvalho (Eder), Anselmo, Danilo Bueno (Bruno Veiga); Anderson Pimenta, Jael (Giancarlo)
Técnico: Pintado
FIGUEIRENSE
Tiago Volpi; William Cordeiro, Nirley, Thiego, Wellington Saci (Luan); Paulo Roberto, Rodrigo Souto, Maylson (Dener), Rodrigo; Éverton Santos (Arthur), Pablo
Técnico: Vinícius Eutrópio
Gols: Pablo (F), aos cinco minutos do primeiro tempo. Maylson (F), aos 24 minutos do segundo tempo.
Cartões Amarelos: Gabriel, Dudu, Danilo Bueno (S); William, Wellington Saci, Paulo Roberto, Maylson (F).
Arbitragem: Cleisson Veloso Pereira, auxiliado por Joadir Leite Pimenta e Marcelo Grando.
Local: Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul
Público: 421
Renda: 2955
DIÁRIO CATARINENSE

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