12/05/2013

Com gols de Alex, Coritiba derrota o Atlético e é tetracampeão paranaense


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O Coritiba é o campeão paranaense de 2013. Na tarde de domingo (12), o time derrotou o  Atlético por 3 a 1, de virada, no segundo jogo das finais do Campeonato Paranaense. A vitória veio graças a dois gols do meia Alex, ainda no primeiro tempo, e um de Geraldo, na etapa final. Com isso, o time coxa-branca chegou ao tetracampeonato, um feito inédito desde os anos 1970. A equipe tinha conquistado os estaduais de 2010, 2011 e 2012.

O Coritiba nem precisava da vitória. Se ao menos empatasse, ficaria com o título. Por ter feito campanha superior na soma dos dois turnos do Estadual – obteve 48 pontos, contra 40 do Atlético – ganhou a vantagem de jogar por dois empates na decisão. E ainda faria o segundo jogo em casa. O primeiro duelo, no último domingo (5), na Vila Olímpica do Boqueirão, terminou 2 a 2.

Alex, 35 anos e revelado na base coxa-branca, rejeitava o status de ídolo e semideus dentro do Coritiba. Falava que faltava um título pelo clube – ele foi campeão em todas as equipes em que atuou por mais de seis meses. Agora, não falta mais. De quebra, o meio-campista ainda terminou o Estadual como artilheiro, com 15 gols.

Jogo

O Coritiba tinha a volta de Victor Ferraz, cuja presença no clássico gerou uma mininovela de duas semanas de duração. Na lateral-esquerda, o técnico Marquinhos Santos optou por Escudero – zagueiro de origem e que criou polêmica durante a semana ao xingar um torcedor rival – em vez de Patric, um lateral-direito de origem. Por outro lado, o volante Willian sentiu uma lesão na coxa e não pôde ficar nem no banco de reservas. O time começou no 4-4-2.

O Atlético, por sua vez, não contava com o lateral-direito Léo, suspenso. Assim, o técnico Arthur Bernardes colocou Erwin na posição. Ele e zagueiro Rafael Zuchi se revezavam entre a lateral – onde havia a missão de marcar Rafinha – e a zaga. O técnico manteve o esquema 4-3-3 – isso teoricamente, porque o atacante Douglas Coutinho voltava tanto que se confundia com um meia-ponta pelo lado esquerdo.

Até porque precisava de uma vitória para ficar com o título, o Atlético começou o jogo com mais apetite. E, aos 5 minutos, marcou 1 a 0. Hernani chutou de muito longe e o goleiro Vanderlei levou um frango, permitindo o gol. Foi a quinta vez nos últimos 10 jogos que os coxas-brancas levaram um gol antes dos 15 minutos. E a 7ª que a equipe saía atrás no placar.

Com um placar que lhe favorecia, o Atlético pôde jogar o jogo que convinha, de marcação forte e saída em contra-ataques. O Coritiba tentou passes curtos, cruzamentos à área, lançamentos, inversões de jogo, chutes de longe. Mas não conseguia superar o bloqueio adversário.

Isso até que Alex entrou em ação. Aos 30 minutos, ele ganhou uma dividida no meio-campo e tocou para Deivid. A zaga afastou, mas o próprio Alex ficou com a sobra e bateu forte, à esquerda de Santos, que nada pôde fazer para evitar o gol de empate. Aos 41, Alex recebeu na pequena área e finalizou. Santos salvou a primeira, mas o meia coxa-branca virou o jogo ao marcar no rebote. “Voltar perdendo, após o intervalo, seria complicado. Agora ficou bom”, disse Alex, na saída do primeiro tempo. “O time precisa jogar um pouco mais para sair daqui com o título”, admitiu o volante Renan Foguinho, do Atlético.

Na segunda etapa, com vantagem no placar, o Coritiba se deu ao luxo de tocar a bola com calma. O Atlético, na base do entusiasmo, tentava equilibrar as ações – precisava de uma virada no marcador. Não conseguia; apenas os coxas-brancas criaram chances de perigo nos primeiros 25 minutos. Isso inclui uma bola no travessão, chutada por Alex, e uma bela defesa de Santos em lance cara a cara com Deivid.

Aos 25 minutos, Arthur Bernardes trocou o atacante Crislan pelo meia Bruno Pelissari e deu a Douglas Coutinho ordens para atuar mais avançado. Marquinhos Santos respondeu trocando o meia Robinho pelo atacante Geraldo – que saiu do banco para marcar o segundo gol da equipe no empate no primeiro duelo. O Atlético ainda trocou Erwin, machucado, pelo volante Elivelton, que ocupou o lado direito do campo.  

Aos 35 minutos, Gil deu um carrinho por trás em Edigar Junio e causou o primeiro rebuliço da partida – o volante levou cartão amarelo e o técnico Marquinhos Santos, que  adentrou o campo, acabou expulso. Aos 40, Zezinho jogou Rafinha para fora do campo, numa disputa perto da linha lateral, e levou cartão vermelho direto, gerando nova confusão. O episódio matou qualquer chance de reação do Atlético. E o Coritiba tocou a bola até o fim. Mas ainda teve tempo de marcar mais um gol, com Geraldo. Estava garantido o título.

Gazeta o povo


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