Apoiado por 8 mil entusiasmados torcedores, Andy Murray teve pouca dificuldade para marcar a primeira vitória da Grã-Bretanha sobre a Austrália e abrir caminho para uma história presença na final da Copa Davis. O número 3 do ranking gastou apenas 1h47 minutos para marcar 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/0 e 6/3.
Em seguida, no entanto, Bernard Tomic superou o reserva de última hora Daniel Evans e, apesar de ter tido dificuldade para fechar o jogo no terceiro set, confirmou seu amplo favoritismo sobre o 300º do ranking e fechou com o placar de 6/3, 7/6 (7-2), 6/7 (4-7) e 6/4, após 2h57. Com isso, o duelo de duplas do sábado ganha enorme importância e os times podem mudar a escalação prevista, que é Jamie Murray/Dominic Inglot x Sam Groth/Lleyton Hewitt.
Murray marca assim sua 29ª vitória em 36 partidas pela davis, subindo para o nono lugar entre os britânicos de maior sucesso, ao lado de Roger Taylor. Pode evoluir neste fiim de semana e empatar com as 30 de Greg Rusedski. Ele jamais perdeu qualquer um dos 10 jogos que fez sobre piso sintético.
Firme tanto no saque como nas devoluções, o escocês dominou a partida do começo ao fim. Acertou 76% do primeiro saque e perdeu apenas três desses pontos. Kokkinakis também enfrentou evidentes dificuldades como devolver, tendo ganhando apenas 6 de 54 lances. Com isso, ficou totalmente na defensiva. Enquanto Murray anotou 42 winners e só errous 13 vezes, o jovem australiano anotou 16 bolas vencedoras e falhou em 20 pontos.
Tomic, por sua vez, marcou seu retorno ao time australiano da Davis, depois de ter sido deixado de lado por desentimento com o alto comando da federação. Ele tem a ótima marca de 15 vitórias em 17 partidas de simples pela Copa Davis.
Os britânicos são o terceiro país com mais troféus da Copa Davis, porém não conquistam o título desde 1936, ainda no auge de Fred Perry. A última vez em que esteve numa decisão foi em 1978, antes da criação do formato do Grupo Mundial, superados pelos norte-americanos por 4 a 1. Esta é sua primeira semi desde 1981.
Já a Austrália soma nada menos que 28 conquistas, atrás somente das 32 dos EUA. Também vive um pequeno jejum de sucesso na Davis, já que o último troféu veio em 2003 em cima da Espanha e também não atingia uma semi há nove temporadas, tendo permanecido seis temporadas seguidas na segunda divisão.
O vencedor do duelo deste confronto poderá fazer a final em casa desde que seja contra a Argentina. Caso os finalistas sejam os belgas, eles terão o direito de sediar a decisão, entre 27 e 29 de novembro.
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