11/01/2015

Juventus derrota o Napoli fora de casa e segue na liderança isolada do Italiano

Pogba comemora um dos gols da Juventus sobre o Napoli
Mais técnica e confiante, a Juventus foi até o estádio San Paolo e se impôs. Com gols de Pogba, Cáceres e Vidal, o time venceu o Napoli por 3 a 1 fora de casa e manteve a ponta do campeonato, com 43 pontos.
Britos descontou para os napolitanos, que ainda reclamaram de um gol anulado de Higuaín por falta em Buffon. Com a derrota, o time deixou o G-3 da Série A eagora é o quarto colocado, com 30 pontos, um a menos do que a Lazio.
Na próxima rodada, o Napoli tem jogo importante justamente contra a Lazio, fora de casa. Já a Juventus vai receber o Hellas Verona, também no domingo.
O jogo
A partida começou em bom ritmo no estádio San Paolo, em Nápoles, digna de duas das três primeiras equipes da tabela. A disputa ferrenha no meio de campo destacava a forte marcação do Napoli contra a maior técnica da Juventus com Pirlo, Vidal e companhia.
O Napoli, no entanto, tinha força no ataque. Hamsik, Callejón e Higuain eram motivo de forte preocupação. Por vezes, Callejón caía pelo direito de ataque, nas costas de Evra, e cruzava bolas para a área. A zaga da Jue marcava presença, afastando as bolas. Mas aos 16 minutos bobeou e quase entregou o ouro.
Em tabela rápida de contra-ataque entre Hamsik e Higuaín, a bola sobrou limpa, na altura da marca de pênalti, para De Guzmán. Tranquilo, o holandês isolou a bola e perdeu gol feito que fez o San Paolo tremer. A Juventus respirou. E fez prevalecer sua maior categoria.
Tevez puxava os contra-ataques e levava o time à frente. Vidal, Pirlo e Pogba se aproximavam para trocar passes, aumentar a categoria. E não foram raros os escanteios cobrados cheios de veneno por Pirlo. Aos 29 minutos, mais uma vez ele cobrou um na área. Tevez dividiu com a defesa e a bola sombrou na entrada da grande área. Pogba, de primeira, acertou lindo chute. Rafael até se esticou, tocou na bola, mas não houve jeito. Golaço. 1 a 0.
O gol não assustou o Napoli, que continuou a buscar o ataque empurrado pela torcida. O resultado fazia o time perder a vaga no G-3 do Italiano para a Lazio. A pressão aumentava e Higuain não de correr atrás de bolas lançadas e disputá-las contra a defesa da Juventus. Mas a líder do campeonato era mais perigosa.
Aos 42 minutos, a Juventus quase ampliou quando Tevez, esperto, achou Cáceres entrando pelo lado direito da grande área do Napoli. O lateral bateu forte, mas Rafael conseguiu sair bem para abafar e evitar outro chute. E o primeiro tempo terminou com a vantagem da Juventus.
No segundo tempo, o jogo recomeçou de forma truncada no meio de campo, com muita disputa de bola e sem tantos espaços para a criação. O Napoli, afoito pelo revés no placar, tinha dificuldades em não se precipitar nas jogadas. A Juventus resguardava seu campo à espera de um bom contra-ataque.
Rafa Benítez, então, decidiu sacar Hamsik para a entrada de Mertens. O time melhorou, explorando mais as pontas, indo para cima. E o empate chegou com 18 minutos. Mertens cobrou falta na área e Britos, sozinho, apareceu para completar para o fundo da rede de Buffon. 1 a 1.
A Juventus procurou manter os nervos no lugar e não se entregar à afobação napolitana. De pé em pé, o time sabia que tinha mais qualidade para chegar à frente. Principalmete por conta de Pirlo. E o veterano ainda faz a difereça. Aos 23 minutos ele cobrou falta no capricho pela direita e Cáceres chegou para bater meio desajeitado, mas para colocar a Juve de novo à frente. 2 a 1.
Logo em seguida, um lance polêmico. Aos 28 minutos, em bola lançada na área da Juventus, Buffo saiu mal, trombou com Koulibaly e deixou a bola cair. Higuaín, esperto, tocou para o fundo do gol, mas a arbitragem marcou falta de ataque no goleiro, para desespero do time do Napoli.
Talvez sentindo a pressão do time da casa, a Juventus se retraiu ainda mais e teve dificuldade em conter as ações de Mertens pelo lado esquerdo, cruzando bola para a área. A líder, enfim, passava apuros no San Paolo e tentava conter a ponta isolada do campeonato.
E o sufoco foi difícil até mesmo nos acréscimos. Aos 46 minutos Zapata recebeu belo lançamento, mas, de frente para Buffon, preferiu cavar o pênalti e perdeu grande chance, recebendo cartão amarelo. Aos 47 minutos, Higuaín passou pela defesa na ponta esquerda e bate cruzado, mas a bola raspou a trave esquerda de Buffon. O jogo parecia indefinido. E, de fato, estava.
Aos 49 minutos, em contra-ataque fulminante, Morata escapou pela direita do ataque da Juventus e tocou para Vidal, no meio. Tranquilo, o chileno dominou com a perna direita na frente da grande área, ajeitou para o pé esquerdo e bateu bonito, no ângulo esquerdo de Rafael. 3 a 1. E liderança mais do que garantida.

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