A três rodadas do final do campeonato, a vitória de hoje em casa diante do Palermo por 1 a 0, acabou por confirmar a supremacia da “Vecchia Signora”, numa competição em que apenas o Nápoles se conseguiu aproximar da liderança, mas numa fase muito inicial.
Sob a coordenação do treinador Antonio Conte, que não pôde estar no banco no início da época por suspensão, capitaneada pelo veterano Gianluigi Buffon e sob a batuta do “maestro” Andrea Pirlo, a Juventus soma quatro derrotas - frente a Inter de Milão (3-1), AC Milan (1-0), Sampdoria (2-1) e AS Roma (1-0) -, depois de ter sido campeã invicta em 2011/2012, e cinco empates.
O empate diante do Nápoles (1-1) na 27.ª jornada, a 03 de março, praticamente selou o triunfo da Juventus, que manteve a vantagem de seis pontos, numa altura em que os napolitanos, caso vencessem, poderiam ficar a apenas três.
A eficácia, sobretudo defensiva (20 gols sofridos), acaba por ser a marca distintiva da formação de Turim, cujo setor mais recuado conta com jogadores como Chiellini, Bonucci, Barzagli e Lischtsteiner, além, claro, de um meio-campo com soluções como Marchisio, Asamoah, Pogba, Padoin e Vidal, além de Pirlo.
Na frente, mais do que um “matador”, a Juventus conta com Vucinic, Quagliarella, Matri e Giovinco como alternativas constantes decisivas, mesmo sem nenhum deles ultrapassar a dezena de golos – Vidal e Vucinic sãos os melhores marcadores, com nove.
Internamente, a época da Juventus começou com a conquista da Supertaça italiana, frente ao Nápoles, e teve como único revés a eliminação da Taça de Itália, frente à Lázio, nas meias-finais da competição.
Esta regularidade interna não teve continuidade nas competições internacionais, apesar de ter somado apenas duas derrotas na Liga dos Campeões - 2-0 nos dois embates com o Bayern de Munique, finalistas da competição -, num grupo em que seguiu em frente com os alemães, deixando pelo cominho os ingleses do Chelsea, ainda detentores do cetro europeu.
O segundo “scudetto” consecutivo, o 30.º da histéria, confirma o poderio apresentado pela Juventus, após o rebaixamento à segunda divisão do futebol italiano, na sequência de um escândalo de corrupção, que retirou ao emblema de Turim as conquistas de 2004/2005 e 2005/2006 – teria 31.
Ainda na presente temporada, o treinador Antonio Conte cumpriu uma suspensão de quatro meses, depois da pena imposta pela FIFA de 10 meses ter sido reduzida pelo Tribunal arbitral do desporto italiano, por não ter denunciado a corrupção no caso de jogos de futebol combinados no processo ''Calcios commesse''.
Conte tinha sido suspenso até junho de 2013, por não ter denunciado casos de corrupção ocorridos num encontro entre o Siena, de que era treinador, e o Albinoleffe, da segunda divisão, a 29 de maio de 2011.
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